4 Ivetes e 1 José
A escrita é fantástica pois, dentre outras coisas, me permite uma solidariedade interessante. Empresto minhas palavras às personagens desenrolarem seus causos e dramas. Então que eu, socióloga de boteco, psicóloga de bêbado e benzedeira de tormenta, tenho hoje uma verdadeira saga para narrar. A saga de José Alberto, que me foi contada por uma de suas personagens, minha colega de classe. Causo tragicômico e interessante, filosófico realmente, dos dramas amorosos da vida real. Não como as minhas babosices de costume. Não, meus caros, aqui o furo é mais embaixo.
Eis-me aqui, portanto, escrivã das peculiaridades da existência, repassando essa conversa. Que começou da seguinte maneira: havia neste mundão velho sem porteira um homem chamado José Alberto - nome modificado para proteger os envolvidos. José Alberto foi muito abençoado por Deus com saúde e sensualidade, com o dom da conquista e a beleza de Adônis. Com voz de veludo e sua calça cáqui, arrancava suspiros incautos das inocentes moçoilas e casou-se com Ivete.
Como fruto de tamanha bênção dos céus, José e Ivete tiveram uma filha, expressão máxima do amor divino e do sentimento entre ambos. Escolheram que seu nome seria Mariana, e assim José foi designado a ir sozinho ao cartório registrar a chegada dessa pérola do Senhor. Acontece que, nós bem sabemos, por fruto das manhas dessa sociedade machista, ou por esquecimento da evolução darwiniana, os homens costumam ser distraídos e todos conhecemos pelo menos uma história de criança que foi registrada com nome diferente do combinado com a mãe.
Mas este caso foi excepcional. José Alberto sentia que seu amor por Ivete precisava ser eternizado, para além de uma tatuagem apenas. Ele queria uma tatuagem nos documentos, na vida e na obra de sua filha, registrada como Ivete Mariana.
Acontece que José Alberto, com o passar do tempo, começou a ver certo desperdício em condicionar todas as suas aptidões físicas e ferormônicas ao casamento monogâmico. Em uma escorregada na cama ao lado, apaixonou-se por Ivete (2). Sina de sua vida é essa paixão por Ivetes, dotadas de encanto ímpar, realmente. Expressão máxima do amor divino e do sentimento entre ambos, tiveram uma filha.
Porém, José sentia que seu amor por Ivete precisava ser eternizado, para além de uma tatuagem apenas. Ele queria uma tatuagem nos documentos, na vida e na obra de sua filha, registrada como Ivety Mariane. Sim, leitores, exatamente assim. 1 homem e 4 Ivetes, ou 3 Ivetes e 1 Ivety, como queiram.
É evidente que a casa caiu, e na vida não podemos ter tudo. Ivete (1) e José se separaram. Inclusive ele teve mais um filho, batizado de José Alberto. A primeira esposa então criou sua filha sem que ela soubesse que existia nesse mundão de meu Deus uma irmã quase homônima. Cerca de 10 anos depois, graças a magia do Facebook que vem unindo famílias e corações apaixonados há tanto tempo, Ivety Mariane adicionou a irmã que, sem saber de quem se tratava, ignorou o pedido.
Tempo depois um tio chegou e disse, do jeito mais desvaselinado possível:
- Adicione sua irmã.
E foi desse jeito que Ivete Mariana descobriu a verdade sobre seu pai e seu amor socialista por Ivetes. Este pai que entendeu o mandamento de amar ao próximo como "amar as Ivetes" e assim vive em algum canto desse Brasil de dimensões continentais com seu apreço imensurável pelas curvas da Ivete brasileira.
Então, meus caros, se vocês pensam que tem gente que é paga para contar histórias como essas no Casos de Família, Programa da Márcia ou que os autores de novela mexicana viajam demais, lembrem-se da fissura de José por Ivetes. Grande José Alberto, aquele abraço!
Eis-me aqui, portanto, escrivã das peculiaridades da existência, repassando essa conversa. Que começou da seguinte maneira: havia neste mundão velho sem porteira um homem chamado José Alberto - nome modificado para proteger os envolvidos. José Alberto foi muito abençoado por Deus com saúde e sensualidade, com o dom da conquista e a beleza de Adônis. Com voz de veludo e sua calça cáqui, arrancava suspiros incautos das inocentes moçoilas e casou-se com Ivete.
Como fruto de tamanha bênção dos céus, José e Ivete tiveram uma filha, expressão máxima do amor divino e do sentimento entre ambos. Escolheram que seu nome seria Mariana, e assim José foi designado a ir sozinho ao cartório registrar a chegada dessa pérola do Senhor. Acontece que, nós bem sabemos, por fruto das manhas dessa sociedade machista, ou por esquecimento da evolução darwiniana, os homens costumam ser distraídos e todos conhecemos pelo menos uma história de criança que foi registrada com nome diferente do combinado com a mãe.
Mas este caso foi excepcional. José Alberto sentia que seu amor por Ivete precisava ser eternizado, para além de uma tatuagem apenas. Ele queria uma tatuagem nos documentos, na vida e na obra de sua filha, registrada como Ivete Mariana.
Acontece que José Alberto, com o passar do tempo, começou a ver certo desperdício em condicionar todas as suas aptidões físicas e ferormônicas ao casamento monogâmico. Em uma escorregada na cama ao lado, apaixonou-se por Ivete (2). Sina de sua vida é essa paixão por Ivetes, dotadas de encanto ímpar, realmente. Expressão máxima do amor divino e do sentimento entre ambos, tiveram uma filha.
Porém, José sentia que seu amor por Ivete precisava ser eternizado, para além de uma tatuagem apenas. Ele queria uma tatuagem nos documentos, na vida e na obra de sua filha, registrada como Ivety Mariane. Sim, leitores, exatamente assim. 1 homem e 4 Ivetes, ou 3 Ivetes e 1 Ivety, como queiram.
É evidente que a casa caiu, e na vida não podemos ter tudo. Ivete (1) e José se separaram. Inclusive ele teve mais um filho, batizado de José Alberto. A primeira esposa então criou sua filha sem que ela soubesse que existia nesse mundão de meu Deus uma irmã quase homônima. Cerca de 10 anos depois, graças a magia do Facebook que vem unindo famílias e corações apaixonados há tanto tempo, Ivety Mariane adicionou a irmã que, sem saber de quem se tratava, ignorou o pedido.
Tempo depois um tio chegou e disse, do jeito mais desvaselinado possível:
- Adicione sua irmã.
E foi desse jeito que Ivete Mariana descobriu a verdade sobre seu pai e seu amor socialista por Ivetes. Este pai que entendeu o mandamento de amar ao próximo como "amar as Ivetes" e assim vive em algum canto desse Brasil de dimensões continentais com seu apreço imensurável pelas curvas da Ivete brasileira.
Então, meus caros, se vocês pensam que tem gente que é paga para contar histórias como essas no Casos de Família, Programa da Márcia ou que os autores de novela mexicana viajam demais, lembrem-se da fissura de José por Ivetes. Grande José Alberto, aquele abraço!
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