Faxinolândia
Caros mancebos jurubebas - ou nem tanto -, resolvi transferir do Facebook pra cá meus escritos, conforme outrora. Aqueles velhos relatos e anedotas que por lá jaziam, aqui poderão ser encontrados com menos pressa e mais capricho.
O título provém do meu profundo carinho e curiosidade pela palavra "faxinal". Perto da minha cidade, Toledo, há uma outra denominada "Faxinal do céu", na verdade não é perto, mas digamos que seja, a título de descrição, uma vez que estão, ambas, no mesmo ente federativo. Não sei vocês, mas aos meus ouvidos soa quase pornográfica. E é tamanha eroticidade em uma mesma palavra que, somando-se a palavra "céu", é quase uma blasfêmia herética o nome dessa cidade. Minha mãe foi muitas vezes para Faxinal, coisa de cursos e tudo mais. Mas nem isso, e as explicações dela - vide dicionário: campo coberto de mato curto -, sossegavam a efervescência das minhas ideias.
Depois eu comecei a associar com a vida campeira do gaúcho, dos baguais e dos cuscos rengos pelo frio. Eis que elegi a palavra "faxinal" como a que mais incita a fertilidade das minhas ideias e possibilita inúmeras conjecturas sinestésicas a respeito. Assim como elegi o abacate como fruta adequadamente bíblica, em vez da maçã. Já ouvi gente dizendo que até mamão seria melhor, porque ele é macio e suculento, parece implorar para ser comido. Eu não. Reservo-me ao direito de julgar o abacate como pai dos pecados do mundo. É macio, grande, suculento e parece iogurte Grego quando pego pela colher. É inerente ao abacate uma súplica irresistível, um convite inegável à mordida. Apesar de, confesso, eu jamais tê-lo comido. Creio que já existam coisas gostosas demais para eu me controlar e comer pouco, não pretendo descobrir mais uma.
Então que aqui teremos aquelas coisas de sempre, sob a alcunha de "Faxinal", em virtude do supracitado, e aquele "s" que vem a reboque no título é fruto da prévia existência de um blog com esse nome. O qual me recuso a ver, se não, de duas uma, ou fico com raiva por ser o completo desperdício do nome com alguma zoeira que se perdeu em meados de 2010, ou detestarei por ser realmente muito bom. Deixe estar, portanto.
Agora chega de falar, porque o que era para ser um pequeno prefácio, na minha mão termina sendo um ensaio ao velho testamento.
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